Skyline

Skyline é um filme de ficção. Ficção Ciêntífica no mais genérico que o termo pode possuir.

Na verdade, Skyline é o que o mercado de computação gráfica e cinema chama de “Demo-Reel”; ou seja, uma demonstração dos trabalhos e talentos de um artista gráfico. Quase como um Curriculum visual de seus trabalhos realizados.

Neste quesito, os irmãos Strause (Colin e Greg), estão de mãos cheias. Trabalhando como artistas de efeitos visuais desde 96, eles acumularam uma extensa lista de trabalhos, que vão de Professor Aloprado (1996), X-Files (1998), passando por Band of Brothers (2001), Herbie – O fusca Turbinado (2005), O Incrível Hulk (2008) e os blockbusters 2012 e Avatar (ambos de 2009) e Homem de Ferro 2 (2010). Isso para citar alguns dos trabalhos. Mas pensando bem, você ter qualificações para ser um supervisor de efeitos visuais ou artista de efeitos digitais ou até mesmo um designer de efeitos, lhe dá automaticamente atribuições para ser um bom diretor?


Skyline, é a prova de que não.

Agora, continuemos nos aspectos atrás das cameras desta obra.

Um dos co-roteiristas Joshua Cordes, é amigo dos diretores, trabalhou com eles em alguns dos filmes que compõe a lista que citei acima. Não que isso vá depor contra Joshua e os Strause, de forma alguma. Mas ficamos (ao menos eu fico) com a sensação de “panelinha” em uma produção assim. Ou ao menos a vontade incrível de durante a projeção levantar na sala de cinema e gritar: “Gente! Fui eu quem fez!”

Voltemos ao filme propriamente dito.

Aqui eu conto o filme todo para que vocês caros leitores nao percam o dinehiro da entrada no cinema.

Com uma hora e vinte e cinco minutos de projeção (unico ponto positivo na película), somos apresentados a uma história enxuta (falta de roteiro?), com poucos personagens e uma quantidade incrível de efeitos visuais (que deve ter gasto todo o orçamento da firma).

O Casal Jarrod e Elaine, vão a festa do amigo de Jarrod (Terry) em um hotel luxuoso em Los Angeles. Por algum motivo que eu ainda nao entendi, isso nos é apresentado em forma de flashback. Com a festa terminada, todos alcolizados vão mimir (por que os jovens precisam dormir cedo), neste interim luzes azuis caem do céu em vários pontos da cidade, robotizando as pessoas que as veem. Isso me lembrou muito as luzes azuis que tinham sobre as geladeiras de frigoríficos para atrair as moscas.

Pois bem, somo apresentados ao fato que as luzes atraem as pessoas e “chupam” elas. E do nada as lampadas de frigorífico somem. Se isso já não fosse bizarro o suficiente, todas as comunicações entram em colapso. Os canais de tv saem do ar, entrando em sinal de emergência (que nos EUA significa estado de guerra).

Se isso não for bizarro o suficiente ainda piora. Os dois amigos Terry e Jarrod resolvem dar uma “zoiada” na situação e sobem ao terrço do prédio de ondem veem a chegada de, não uma, nem duas, senhoras e senhores, mas uma dezena de naves espaciais sinistras. Nesse momento eu me borraria todo e ia surtar.

Mas nossos “heróis” resolvem acompanhar a chegada do Alien a Terra, e fotografar para posteridade. Infelizmente, no meio do ato de apresentação, os Et’s já mostram ao que vieram e começam a sugar centenas de pessoas que provavelmente viram a luz azul. Tudo bem que esse é o momento: “Vamo sartá fora malandro”. E eles resolvem faze-lo. Claro que as coisas podiam se estender em perseguições aliens por carros rápidos pelas ruas de L.A. mas como o orçamento foi investido 90% na computação gráfica, somos forçados a voltar ao quarto do Hotel e ficar lá por mais uns 20 minutos.

Eu citei que o filme tem 1:20h? Tá, vai contando. A interação humana no momento de crise suprema, chega a um nivel de conversa de estádio no jogo final da copa sul-americana. Não existe climax, não existe conflito real.

Os personagens não parecem querer sobreviver e se querem, estão com tanto medo que ficam na deles!

Gente nesse momento, para ser totalmente inédito, a nave mãe é dinamitada com uma bomba nuclear. Na frente do prédio em que eles se encontram!!!!! Garantia de saída da sala do cinema no ato.

Quandos as coisas resolvem tomar outro rumo, o que seria o salto para o terceiro ato, temos uma sequencia de ação gigantesca (75% do orçamento), todos os personagens secundários morrem, e somos levados para dentro da “nave-mãe” onde os alienígenas usam cérebros humanos de brilho azul para abastecer suas armaduras bio-mecânicas. Incrívelmente o cérebro do nosso herói Jarred é vermelho. Não me pergunte por que, pois mesmo que eu dê alguma resposta bem inventada, não chegaria a explicar nada! Termina o filme com a certeza de continuação e eu com a certeza de que seria um grande piloto para um seriado de TV, ou um Jogo.

“FIM DOS SPOILERS”

O filme bebe nas fontes de Independence Day, Guerra dos Mundos, Cloverfield e Matrix, descaradamente sem o menor pudor de tentar ser diferente.

Os diretores recortaram o roteiro em pedaços mínimos e mostram não ter o menor jeito com atores. Escalaram atores de 2º e 3º escalão e nem assim tiveram cuidado de dirigir as cenas.

São ótimos no domínio visual, e a idéia de aliens bio-mecanicos é bem legal (não nova mas legal). O design da nave mãe e o fato de ela se consertar sozinha também sao idéias legais. Mas um filme não vive de 3 idéias legais e precisa mais que 4 sustos e rítimo de video clip para ganhar o público.

Infelizmente é um filme para se ver diretamente em DVD na sua sala em sua tv’zona, mas sem prestar muita atenção. As cenas que empolgam sao rápidas e não atrapalham o assunto da conversa.

Aqui vai o trailer, que diz mais que o filme todo

Nerds de natureza, filhos de Odin, com ascendente em Murphy.
Apaixonados por cinema sempre escrevemos sobre filmes e cultura. E após uma dezena de blogs falidos, fundamos a mega corporação NerdLife. Uma companhia com muitas ideias na cabeça e nenhum dinheiro no bolso.

One thought on “Skyline

  1. Poisé até hoje eu não sei por que o cerebro dele é vermelho T_T
    Eu achei muito chato mas.. é legal se for com toda a turma .
    Para quem gosta de ficção ciêntífica vai gostar, para quem espera algo a mais vai se decepcionar.
    Então assista em casa , é melhor '-'

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