A neura profética do fim do mundo.

O cinema americano adora desastres. O fim do mundo então se tornou assunto corriqueiro desde a virada do milênio. Felizmente (ou infelizmente para alguns) o fim não veio, a despeito de várias profecias. Mas há aqueles que ainda esperam alegremente a nova data do fim, e enquanto ela não chega nos deliciamos com as várias possibilidades.
O primeiro filme que me deu medo de não sobreviver a fúria do universo foi Meteoro (1979)

 

 

Ultimo suspiro do cinema catástrofe e considerado o motivo do fim da American International Films Meteoro me deu um belo cagaço quando passou na televisão. [saiba mais]
De forma “poética” mas não menos assustadora, descobrimos que nos destruímos com o desespero de Charlton Heston ao final de Planeta dos Macacos(1968) [saiba mais]

 

 

Trocando de Neura mas ainda nos levando a destruição, estamos na década de 80 e a Guerra Fria era cenário perfeito para filmes que evocassem a nossa incapacidade de dialogo.
Entre eles encontramos o teledrama da rede ABC The day After (1983) [saiba mais]

 

(Esse filme me causou pesadelos profundos na minha infância.)

 

Ainda em 1983, mas com um clima de aventura adolescente temos Matthew Broderick desafiando o super computador Joshua a uma simulação de guerra em War Games (1983)

 

 

Com o fim da Guerra Fria não tínhamos mais motivos para acreditar no apocalipse nuclear e tivemos um pequeno descanso em termos de destruição em massa. E sem um vilão comunista pra culpar, o cinema americano teve de voltar seus olhos para o céu e fomos premiados pelo filme mais “COOL” e cheio de efeitos desde Jurassic Park.
Independence Day (1996)

Desde então, o fim do mundo tornou-se mais uma batallha digital de efeitos e menos de roteiros inteligentes que presem pelas relações humanas em momentos de crise extrema. Mas tudo bem, é apenas cinema escapista sem nenhuma obrigação moral.
Nerds de natureza, filhos de Odin, com ascendente em Murphy.
Apaixonados por cinema sempre escrevemos sobre filmes e cultura. E após uma dezena de blogs falidos, fundamos a mega corporação NerdLife. Uma companhia com muitas ideias na cabeça e nenhum dinheiro no bolso.

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